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sábado, 6 de agosto de 2011

Restauração, Reforma, Sucata e Reciclagem

  • RESTAURAÇÃO - UMA PRESERVAÇÃO DE VALOR
   Só é restaurado o que é de valor: um monumento, uma costura, um prédio com uma arquitetura de séculos, uma amizade, um casamento, uma obra de valor... Lembro do prédio do Museu de Belas Artes, arquitetura linda, principalmente dentro!
   Preservar o que há de mais importante e o que se atribui valor. Um resgate a história, que muitas vezes se encontra ameaçada pela falta de cuidado, investimento. Na restauração a história não pode se perder.
   Restabelecer uma peça inicial geradora, que necessita ser preservada em forma e identidade.

  • REFORMA - DAR UMA FORMA.
   Atribuir uma nova vida, uma nova roupagem.
   Anseios, vontades e prazeres perfeitamente escondidos e camuflados como conteúdos inconscientes vem a tona, resgatando sentimentos de desuso, revitalizando EMOÇÕES PASSADAS e principalmente adaptando antigas percepções A NOVAS SITUAÇÕES.
   Muitas vezes não é possível jogar fora o que se foi ou sentiu e o que se apresenta é uma arrumação nas gavetas, do armário, uma seleção de conteúdos, um descarte do que não serve mais e uma busca de um uma nova ordem para o que permaneceu.
   Ocorre uma maior mudança e alteração na forma do objeto, seja na cor, textura, superfície, volume, mas sua identidade e utilidade permanecem inalteradas. Pintar uma caixa, uma parece, uma calça, decoupagem em potes de vidro, encapar cadernos e etc. 
   Um processo com uma certa liberdade, criatividade ativa na arte plástica, porém dosada porque não permite mudança do caráter funcional da peça em questão. (Nagem, 2004, página 110)

  •  SUCATA - TRANSFORMAÇÃO
  Reaproveitar conténdos psíquicos, tirando vantagem e proveito, oferecendo a psique um novo sentido essencial no caminho de individuação.   Preservar a forma em quase sua totalidade, porém sua identidade e utilidade sofrem grandes mudanças. 


  • RECICLAR - TUDO NOVO!
   Fazer novo ciclo. É a forma mais racional de eliminação dos resíduos, voltando a sua produção.
  Reciclar é submeter uma substancia a um tratamento para alterar suas propriedades ou aproveitar melhor seu rendimento.
   Maiores transformações, exige maior esforço e decisão.
   Quando não é mais possível apenas interferir em um acontecimento, quando toda história, se transforma em material usado e inutilizável, quando a realidade não corresponde mais a necessidade, é necessário reciclar.
   Ao reciclar, destruímos a realidade anterior com a matéria prima, resultante de uma desconstrução, reconstruímos uma nova história, mais adequada à realidade vivencial.
   Não há nenhuma responsabilidade com a preservação da forma do objeto, nem tão pouco com a identidade.
  LIBERDADE CRIATIVA TOTAL, UMA NOVA HISTÓRIA!!!

Referencia Bibliografica
Monografia de Denise Nagem disponivel no site da Clínica Pomar: http://www.arteterapia.org.br/v2/pdfs/caminhotransf.pdf

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MATERIAIS EXPRESSIVOS

O estudo detalhado do material é muito importante em Arteterapia. Cada um em particular, tem propriedades que mobilizam emoções e sentimentos de maneiras diversificadas a cada indivíduo.
É necessário que o terapeuta analise o valor terapêutico do material para cada cliente, pois podem penetrar de maneira mais rápida e em particular nos conflitos internos e inconscientes do indivíduo.

1 Desenho

Podem ser utilizados o giz de cera, pastel a óleo, pastel seco, lápis de cor, lápis de cor aquarelado, hidrocor, carvão e lápis grafite. Todos tem significado terapêuticos semelhantes.

No desenho, a coordenação motora fina é bastante trabalhada, portanto o controle é essencial, não só o motor, mas principalmente o intelectual. A atenção, a concentração e o contato com a realidade são explorados.
O desenho de cópia, enfoca a atenção na realidade exterior, e é indicado em pessoas que fantasiam, sonham, obrigando-as a perceber e reproduzir a realidade tal como ela é. A imensa dificuldade que encontram em reproduzir, não é só o medo de errar, é a própria dificuldade de dar direcionamento em sua vida. É indicado para pessoas dispersas, sonhadoras, confusas e adolescentes.
No desenho livre, as pessoas entram em contato com sua realidade interna, deixando fluir conteúdos que estejam ao ponto de emergir.
Nos desenhos dirigidos, aqueles feitos a partir de um tema que o Arteterapeuta escolhe, os indivíduos entram em contato com sua realidade, mobilizando emoções bloqueadas que precisam vir à tona. Indicados para pessoas deprimidas, com tônus vital rebaixado.
Quando preferimos os desenhos monocromáticos, trabalhamos com emoções superficiais, a nível periférico; e quando utilizamos o colorido, lidamos com os profundos.
Não é necessária análise do desenho, e sim a análise da interpretação do indivíduo com relação ao feito.



2 Pintura

Quando a pintura flui, fluem ali, emoções e sentimentos, expressados. A esfera afetivo emocional está mais abrangente, pois as pinceladas lembram o fluxo respiratório, a vida. As tintas geralmente utilizadas são: guache, aquarela, anilina, óleo, acrílica e nanquim.
A tinta guache exige maior controle de movimentos, libera emoções e incentiva a imaginação.
Quanto mais densa, mas controle dependerá.
A aquarela, devido a sua leveza, e o uso obrigatório da água, mobiliza ainda mais o lado afetivo. Indicada para pessoas muito racionais e com dificuldade afetiva. Contra indicada para deprimidos.
Devido a dificuldade de fazer figuras por ser muito aguda, a anilina é ótima para pessoas que tem medo de perder o controle das coisas.
Exige mais controle dos braços no traçado.
A tinta óleo, é recomendada para pessoas com depressão, pois possibilita maior equilíbrio da situação.
O nanquim, quando puro é de fácil controle, mas exige agilidade e sensibilidade. Quando usado com água, é mais fluída, exigindo muito mais habilidade, atenção e concentração.
Quanto mais expressão, mais auto conhecimento e mais autoconfiança. A pintura, assim como o desenho, pode ser livre, de cópia, ou dirigida.
Com a pintura, trabalha-se a estruturação e a área afetiva emocional, chegando ao equilíbrio das emoções. E quanto mais diluída for a tinta, mais emocional é o resultado.

3 Modelagem
A modelagem pode ser feita com massa caseira, argila, biscuit, cera de abelha, plasticina, papel machê e massa de modelar.
O efeito da modelagem atua nas sensações físicas (leva ao relaxamento) e viscerais, como também no sentimento e cognição. A técnica exige uma canalização de energia adequada, por partir do nada para a criação de algo podendo ser livre ou dirigida. Pessoas rígidas ou ansiosas, tem ganhos muito grandes.
A sensação de estar em contato com o barro, pode ser muito gratificante ou não. A argila age como transformadora, de um estado de desencontro para um estado de equilíbrio, podendo trazer à tona conflitos internos indesejáveis. Por ser moldável, integra o ser com o mundo exterior, mostrando-o que pode adaptar-se às situações, sendo fluida, recebe projeções e é dominada, favorecendo ao manipulador, a libertação das tensões, fadigas e depressões, pois é um material vivo e de ação calmante.
No físico, trabalha questões ligadas a estruturação e coordenação motora. No emocional mobiliza sentimentos e emoções primitivas, para que possam ser conhecidas e trabalhadas.
Nos casos de negação e resistência à argila, oferta-se o papel machê ou a massa de farinha de trigo, pois de início não devemos forçar, e com a adaptação a estes recursos, aos poucos inclui-se o barro.
O papel machê é um material frio e viscoso, mas que também nos oferece retornos, pois podemos moldá-lo e criar, não chegando aos efeitos da argila, por não ser um produto natural primitivo.
A massa de farinha de trigo e sal, é feita pelo próprio terapeuta, com ou sem ajuda do paciente, variando cores. E ao contrário do papel machê, é utilizada estando morna, para melhor manuseio. Em termos terapêuticos, pode levar os adultos, a recordações maternas, ou da infância. Proporciona também a capacidade criadora, auto-estima, catarse emocional, auto-confiança e auto domínio.

4 Construção

É a mais complexa, pois apresente diversos materiais expressivos, diferentes energias sendo disponibilizadas, disponibilizando uma elaboração cognitiva maior para estrutura-ló. Só é indicada na terapia depois que o cliente já experimentos outros materiais.

Uma diferença importante entre as outras é que esta é tridimensional, trabalhando diversas noções entre peso, tamanho, forma, posição e espaço. No tamanho podemos perceber profundidade, comprimento, largura e volume; nas relações espaciais temos vertical, horizontal e o transversal; suas texturas são foscas, polidas, chapiscadas, asperas, lisas, enfim a um universo de coisas a serem percebidas. A construção pode ser vista de diversos angulos e distancias, dependendo do tamanho como se apresenta.
Verificamos o eixo de EQUILÍBRIO do cliente na confecção da construção sermos os facilitadores para que este perceba sua estrutura emocional, diante de seus erros e acertos, pois a materialidade neste caso apontará suas dificuldades, não só externas do manuseio, mas de conteúdos internos. Estruturar sua construção é reorganizar, se conscientizar, poder mudar o que esta dentro, buscando harmonia não só fora, mas principalmente dentro. 
É um processo de auto conhecimento que envolve edificação, integração, composição, coordenação, equilíbrio, construção, reconstrução e agregação dos materiais reunidos.
Cabe ao arteterapeuta prestar bastante atenção na construção de seu cliente: de onde começou, como juntou as partes, se precisou da ajuda do terapeuta, se fez ou desfez uma parte do processo, qual parte junta que esta mais presa, qual é mais facil de se desfazer, descolar... enfim não são só aquelas questões que vemos com os outros materiais.  




4 Sucata
O trabalho com a sucata estimula a  reconstrução, a criatividade, as percepções, a atenção, a construção, a transformação, o concreto e a mudança.
É um material transformador, pois dá-se uma nova utilidade ao que antes era lixo. É a mudança através do concreto, é a busca de possibilidades de transformação e do reaproveitamento.
Por poder aliá-lo a pintura, a colagem e a modelagem, é uma atividade rica e complexa, que mobiliza o conteúdo interno, e já transforma-o, reaproveitando-o de forma benéfica. O terapeuta deve ficar atento, para que nenhum detalhe escape, pois é um trabalho de muita sutileza.
Materiais diversos devem ser utilizados ( plásticos, vidros, papéis, madeira, tecidos) de forma livre ou dirigida.

5 Colagem



“A colagem propicia um campo simbólico de infinitas possibilidades de estruturação, integração, organização espacial e descoberta de novas configurações. É instigante como um mapa do tesouro, pois as informações estão ali desde o princípio, embora, num primeiro momento, nem sempre consigamos decifrar os códigos em que estes mapas estão cifrados” (Philippini, 2009, p. 24)

É uma atividade estruturante que pode ser realizada com materiais diversos: recortes de revistas, jornais, pedaços de papéis coloridos, diversos grãos, serragem, cortiça, purpurina, tecidos...
Nesta atividade, o cliente busca nos materiais, idéias que possam expressar e comunicar seus sentimentos, emoções e idéias em relação ao tema. O planejamento, o direcionamento, e a atenção do paciente, ajudam na estruturação de sua vida.
É um recurso rico, pois o indivíduo planeja, analisa, fica atento, concentrado, organizado e paciente. 

A colagem propicia estruturação, integração, organizações e descobertas de novas configurações. Além de ser bem grande os inúmeros materiais que podem ser usados, está em questão as imagens, a relação entre as figuras e como se relacionam entre si, pela presença de polaridades cromáticas, a posição e ocupação sobre o suporte e o movimento.

6 - FOTOGRAFIA (FOTO = LUZ + GRAFIA = ESCRITA)


Fotografia (congelamento do tempo) é uma imagem arquetípica da persona e a posse da imagem é o ato símbolico de apreciação do próprio ser, o que vale a pena olhar. Manifestação do sagrado.
Recurso expressivo do qual pode ser  ampliado ou transformado por outros materiais, podendo ser acompanhado de pintura e colagem, por exemplo, para mais clareza do campo simbólico sobre algo registrado pela luz.
Uma outra forma de trabalhar com fotos e de forma bem lúdica é a criação e dramatização de personagens para serem fotografados. Forma de inundação dos conteúdos inconscientes átraves de figurinos e adereços. Resgatando a auto imagem, resgatando a própria identidade, a auto estima.
A emoção cristalizada na fotografia é uma pista de dados sobre "o ontem, tão hoje", pois se traz no presente é porque aquela emoção de alguma forma ainda está ali presente, ainda que o cliente não tenha consciencia muitas vezes, imaginando que o já, não é mais.
É importante é o relato do fato, o que suscita na mente e no coração de cada observador. Quem tirou? Por que tirou? Onde e quando foi feita? O que significa? Que questões e sentimentos suscitam?
Trabalho para expressar e reviver afetos, através da memória afetiva resgatando uma via eficaz de comunicação, recuperando percursos cronológicos e existenciais.

Referencia Bibliográfica

Philippini, Angela, Linguagem e Materiais Expressivos em Arteterapia: Uso, Indicações e Linguagens e Propriedades. Rio de Janeiro: Wak Ed., 2009.
Philippini, Angela, Arteterapia: Métodos, Projetos e Processos. 2ª ed, Rio de Janeiro: Wak Ed., 2009

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CONTADOR - CONTA A DOR - CONTA A SUA DOR

A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la  é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler as entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram.
No fundo, o leitor é o autor da sua história...
(Augusto Cury, 2005)


ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Era uma vez... uma menina muito levada e muito curiosa de nome Alice.
Um dia Alice estava na varanda de sua casa;
- Minha nossa é um coelho usando uma cartola e vestindo um fraqui!! E ainda trás um relógio pendurado no pescoço! Ele está vindo para cá!
- Estou atrasado, estou atrasado! Oh meu Deus como estou atrasado!
- O coelho fala!!! Eu nunca vi o coelho falar! Bom dia sr, coelho!
-Uiii, você me assustou! Meu nome é Alice e você quem é?
-Isso não interessa, o que interessa é que estou atrasado, muito atrasado, mais que atrasado, terrivelmente atrasado!
Uma menina levada e curiosa que vivia no meio de uma sociedade padronizada e cheio de bons costumes, um dia vê um coelho saindo correndo para uma árvore. Muito curiosa saiu atrás do coelho e cai num lugar bem profundo, onde precisa ficar bem pequenininha para entrar num mundo desconhecido, o mundo das Maravilhas. Para entrar nesse mundo tem que ser criança, para se ainda desconstruída de significados e conceitos.
-Mas atrasado para que¿ Por que senhor coelho¿
-Não interrompa não vê que estou atrasado, não posso mais falar mais, adeus!
-Espere! Volte aqui senhor coelho, volteee!
-Aaaaah, Se ele passou pelo aquele buraco, eu também vou passar!
Assim como ele, entrou pelo buraco, e caiu.
- Socooooooorrrrrroooooooo !!!!!!!! Estou Caiiiindoooooooo !!!!!
-Que lugar será este ? Ahhhh, lá está o Coelho correndo de novo. Espere senhor Coelho, espereeee!
-Não posso parar, estou atrasado, muito atrasado.
-Pronto, o coelho sumiu novamente. Que lugar será esse? Para onde ele deve ter ido? E agora, o que que eu faço?                                    
-Alouuu
-Ih ouvi um alou... Quem será?

-Sou eu!
-Eu quem? Onde?
-Aqui em cima.
-Ah, um gato que fala também... Meu nome é a Alice e o seu quem é¿
-Permita que eu me apresente sou o gato!
-Isso me parece lógico!
-Tudo que eu digo é lógico menina!
 
-Verdade? Então diga-me qual o caminho que devo seguir?
-Depende para onde o lugar que deseja ir.
-Gostaria de encontrar o coelho falante que sumiu, dizendo estar atrasado muito atrasado.
-Oh sim! Refere-se ao coelho falante. Realmente ele estava com pressa.
-Com pressa? Para que? Por que?
-Porque ele estava atrasado.
-Sim, mas atrasado para que?
-Para se encontrar com a rainha de copas, ela vai cortar a cabeça dele!
-Isso é uma maldade, um coelho sem cabeça... onde mora essa rainha?
-No palácio dela ora.
-Ah isso eu sei...
-Então porque pergunta?
-Olha aqui seu gato não conheci ninguém tão irritante como você!
-Para dizer a verdade, eu também não! Adeus!
-Espere aí! Onde você vai? Sem dizer o caminho que devo tomar, para ir ao castelo da Rainha de Copas?
-Quem deve decidir é você, o problema é seu. Adeus.
-Volte aqui, volte aqui seu gato malcriado, volte!
Mas o gato transformou-se numa fumacinha e desapareceu tornando Alice furiosa!
-Não tem importância, não preciso desse gato doído. Eu mesmo descubro o caminho.
-Soldados de cartas, então o palácio da rainha deve esta perto!
Ela ia continuar a andar quando um soldado apareceu na sua frente.
-Alto! Pare onde esta, não pode passar!
-Não posso por que?
-Porque ali a diante esta o palácio da rainha de Copas!
-Mas é para lá exatamente que desejo ir!
O soldado sentindo a determinação da menina e de sua vontade disse:
-Neste caso pode passar!
-Obrigada!
Alice deu mais alguns passos e chegou ao castelo. Tudo era de copas com formato de copas de baralhos. Ao lado do palácio tinha um campo de futebol e Alice viu a rainha jogando bola com outras pessoas. Alice não resistiu ao ver a rainha cair sentada e gritou:
-Frangueira!
Todos se voltaram para a direção da voz, a rainha que já era avermelhada, não pode mais ficar vermelha, foi ficando azul de raiva e com uma boca imensa berrou:
Uma entrusa! Uma entrusa!Cortem a cabeça dela! Cortem a cabeça!
Foi uma confusão danada! Alice tentou correr mas havia muitos soldados sendo então agarrada e levada a presença da rainha.
-Me larguem, me larguem!
-Silencio! Cortem a cabeça dela!
-Não! Eu não posso ficar sem a minha cabeça!
-Não pode? E por que não pode?
-Eu não posso ficar sem a minha cabeça... porque...porque... eh ora porque eu não posso ficar sem a minha cabeça!
-Isso apenas não é motivo!
-Como não é motivo? Mande então cortar a sua cabeça então! Além do mais eu preciso do que esta nela! E a minha boca esta no meu rosto.
-E daí?
-Como e daí? Sem a cabeça eu não tenho rosto, sem rosto eu não tenho boca e sem boca, como poderei comer? E fique a senhora sabendo que eu ainda não almocei.
-Embora tenha falado muito, não disse absolutamente nada!
-Estou atrasado, estou atrasado! Oh meu Deus, como estou atrasado!
-O coelho falante!
-Cortem a cabeça, dele! Cortem a cabeça dele!
 Alice aproveitou seu ambiente reinante e escondeu dentro do próprio palácio. O coelho coitadinho estava apavorado!
-Majestade, perdão majestade!
-Não tem perdão, não tem perdão!
-O relógio estava sempre adiantado e quando não adiantava ele parava!
A rainha arrancou o relógio do coelho e jogou no chão. Sendo um relógio despertador, protestou despertando:
-Trimmmmmmmmmmm
O toque do despertador espantou a todos!
-Cortem a cabeça dela!
Os soldados com as novas ordens da rainha se dirigiram ao palácioaproveitando a oportunidade correu em direção contrária. A rainha ao ver o coelho fugindo deu uma nova contra ordem.
-Cortem a cabeça do coelho!
A confusão aumentou, era soldado, trombando de soldados, criados em cima de criados, como eram todos cartas de baralho as combinações iam se formando na proporção que caiam: dupla de valetes, dupla de ases, até uma canastra completa no chão. Da janela do palácio Alice fazia sinais para o coelho chamando por ele.
-Corra pra cá coelhinho, corra pra cá!
É claro o coelho entrou apavorado no palácio;
-Estou atrasado, muito atrasado! Oh meu Deus como estou atrasado!
-Senhor coelho! Pare de falar que esta atrasado! Você não esta mais atrasado para nada!
-Mas eu tenho que falar que estou atrasado! Eu tenho que falar alguma coisa!
-Mas fale alguma coisa desde que não seja esse irritante: Estou atrasado!
-Esta bem! Estou adiantado, estou adiantado. Oh meu Deus como estou adiantado!
-Puxa senhor coelho, como você sabe ser chato!
-Não vou perguntar se a rainha é doida,  porque acho todos aqui são doidos, malucos! Vamos, temos que arrumar um jeito de sair daqui! Fugir!
Na afobação de achar o caminho para fuga, Alice deu de cara com o Gato deitado numa banheira vazia.
-Alou!
-O gato!Estamos fugindo da rainha, ela quer cortar as nossas cabeças!
-Coitadinhos!
-Então saíam por aquela porta, a rainha não ira descobri-lós nunca!
-Obrigado seu gato, desculpe por te-ló chamado de irritante!Até que você é legal! Venha, venha, vamos coelho!
Alice correndo para a porta que o gato havia indicado, abriu a porta e deram de cara exatamente nos pés da Rainha de Copas.
-Cortem a cabeça, dele, cortem a cabeça deles!
-Que gato traidor!
-Estou adiantado, estou adiantado! Oh meu Deus, terrivelmente adiantado!
-Você não esta adiantado seu palerma, você está é atrasado! Disse a Rainha.
-Estou? O meu Deus, estou atrasado, terrivelmente atrasado!
-Cortem a cabeça dessa menina!
Alice sentiu uma coisa estranha acontecendo com ela. Olhou para suas mãos e elas estavam crescendo, as suas pernas também e todo seu corpo, de repente Alice estava maior, bem maior que a rainha, que os soldados, que todo mundo.
-Quem vai cortar a minha cabeça. Ou melhor, quem, quem será capaz de cortar a minha cabeça¿
-Socorro! Guardas, soccorro!
Estabelecida outra confusão, todos corriam para todos os lados. O gato se transformou numa borboleta e saiu voando, o coelho desapareceu no buraco do assoalho a rainha de tanto medo encheu que virou um balão, o soldados viraram cartas novamente e o palácio da Rainha de Copas caiu como um palácio de cartas, o que eu alias, o era.
-Minha nossa estou crescendo tanto, se eu não correr não vou conseguir passar pelo buraco daquela árvore e voltar para casa!
Alice começou a correr de volta, cada vez mais depressa.. Até que encontrou a saída do buraco da árvore, saindo daquele lugar na hora certa! Sentou-se na grama e viu sua casa ali perto com a mãe na janela, respirou profundamente aliviada e reanimada.
-Puxa vida, que coisa estranha! É melhor não contar para ninguém o que passei. Na certa vão me chamar de mentirosa. Mas uma coisa eu garanto, nunca mais vou querer saber de coelhos falantes e melhor e mais tranqüilo brincar com o meu gatinho.
E assim Alice voltou para e não deixou de continuar curiosa e sempre andando as voltas com as aventuras, porem não tão complicadas e embaraçosas.
Conto infantil de Lewis Carroll (Charles Dosgson), homem tímido, introvertido, conservador, matemático (lógico), fotográfo (fotografou a menina Alice, que o inspirou para sua obra, romancista e eu acrescentaria: um grande inteligente gozador! Ele adorava contar histórias para crianças. Publicou em 1865, que virou um clássico da literatura.
 Alice atrás do Coelho, seu grande desejo, cai num buraco... buraco de seu inconsciente, um caminho introspectivo, um caminho dentro de si mesma e conhece uma figura fundamental em sua história, o gato, que explica porque o coelho esta tão atrasado e para onde vai. Parecendo um terapeuta o gato não dá respostas, mas conduz Alice a buscar por elas, só assim ela seria capaz de escolher seu próprio caminho. O suficiente para deixar Alice com mais desejo ainda, afinal ela precisava defender o coelho da Rainha.
No caminho conhece criaturas curiosas: um chapeleiro doído, a lepre maluca, o ratinho silvestre...
Alice chega ao Palácio da Rainha de Copas e arma uma confusão. A rainha passa a querer cortar a cabeça dela também!
Na fuga quem aparece? O gato ensinando o caminho de fuga da rainha. O gato fez com que eles dessem de cara para a Rainha de Copas. Não foi a toa que Lewis Carrol escolheu o gato para este papel, pois o animal tem fama de traiçoeiro. O gato permite que Alice esteja de frente para a Rainha de Copas. Afinal aqui ocorre um rito de passagem... Alice fugia da rainha (mulher mais velha), porém neste momento, ela resolve não mais fugir e encarrar a rainha e aí sim é o momento do seu crescimento. Foi preciso encarrar aquilo que ela fugia, para crescer. Penso na menina que precisa dar um basta na super proteção da mãe, para se tornar mulher... A Rainha de Copas era uma crítica a Rainha Vitória, Rainha da Inglaterra.  Foi quando Alice começou a crescer e viu que era a hora de voltar pelo buraco que entrou, se não, não conseguiria voltar.
Ela volta no tempo certo! Sentou-se na grama e viu sua casa.
Alice, para conseguir alcançar o seu desejo - o coelho, precisou conhecer o Gato, ou seja, precisou passar pelo auto conhecimento, para assim crescer e amadurecer.
Bom... desde muito pequena eu amava esta história... era a única menina que gostava de Alice... no meio de tantas que adoravam, Cinderela, Branca de Neve... não entendia o porque... o tempo se passou... e Alice ficou... viva em mim...
Ao começar a pós graduação na Clínica Pomar em Arteterapia, sabia que iríamos nos encontrar e as coisas passariam a ter mais sentidos além da parte consciente... Não deu outra! No primeiro semestre... OFICINA DE CONTAÇÃO!! Que delícia! Vou viver Alice!
Nossa que viagem... confesso que ainda está sendo!! Pois a história acima resumida, tem ainda muitos conteúdos a serem trabalhados... mas vivi um pouco de cada personagem, corporalmente, atraves das cores, como o vermelho da Rainha de Copas que realmente me dominou... o encontro com o gato que era antes uma coisa que eu pouco ligava e agora passou a fazer todo o sentido... afinal ele É FUNDAMENTAL PARA A HISTÓRIA DA INDIVIDUAÇÃO DE ALICE! Eu vivi um pouco de cada personagem... vi sombras... vi personalidades...
No dia de contar para o grupo (PG 12), até chegar a Pomar estava tranquila, ao chegar bateu um friozinho na barriga e quando chegou a minha vez... eu contei, vivi!! E ouvi depois comentários de pessoas que viajaram comigo, que imaginaram, as palavras ressoavam imagens... Foi uma experiencia muito legal do qual quero trabalhar e explorar mais isso...

MITEMAS CONTIDOS NA HISTÓRIA DE ALICE

  • ÁRVORE
Uma dos mais ricos temas simbólicos.
Apesar das aparências superficiais e conclusões precipitadas, a árvore, até mesmo sagrada, que nem sempre é o objeto de adoração, é a representação simbólica de uma divindade superior.
Símbolo da vida em perpétua evolução, na ascensão ao céu, evoca todos os simbolismos da verticalidade. Por outro lado, serve também para simbolizar a natureza cíclica da evolução cósmica: morte e regeneração, as árvores de folha caduca, especialmente evocam um ciclo, a cada ano são despojadas e cobertas com folhas.  
A árvore torna a comunicação de três níveis do cosmo: o subterrâneo, por suas raízes nas profundezas, a superfície da terra, por tronco e galhos mais baixos, seus ramos superiores e no topo, desenhada por a luz do céu. Tem todos os elementos: água transmitida através da sua seiva, o solo é integrado ao corpo por suas raízes, o ar nas suas folhas, o fogo vem de sua fricção.
Significa o eixo do mundo. Desde suas raízes mergulhadas no chão e seus ramos no céu, a árvore é universalmente considerada como um símbolo das relações estabelecidas entre a terra e o céu. É sinônimo de eixo do mundo, sinais de renovação cíclica.
A árvore da vida é a árvore central, a seiva é orvalho celeste, seus frutos são a imortalidade (Retorno para o centro de ser estado edênico). Isto aplica-se aos frutos da árvore da vida do Éden e da Jerusalém celestial.
A árvore do conhecimento é justamente o instrumento da queda de Adão. A cruz de Cristo freqüentemente é tratado por outros como parte da árvore da vida, enquanto ao mesmo tempo, o instrumento utilizado por Cristo para a redenção do mundo.
A árvore é o símbolo da regeneração vida eterna.
"Ela é carregada com as forças sagradas, como é vertical, perde sai e retorna, e portanto, regenera, morre e renasce muitas vezes (ELIT, 235). Como observa Eliade, a árvore se torna a manifestação arquetípica do poder, e seu símbolo, espalhando-se, acaba por revestir o cosmos inteiro. A árvore não é só deste mundo, vai para a outra vida.
Representam os poderes reprodutivos femininos, simbolizam a energia vital da própria Terra.
A árvore cósmica é também
árvore vida, arquétipo de projeção em todos de uma imagem da família. Árvore Cósmica, o eixo do mundo, árvore da vida, símbolo universal é encontrada em todas antigas civilizações ...
O crescimento das árvores também simboliza uma família de uma cidade, um povo, nação e poder de um rei.... A expansão é apenas desenvolvidos no sentido da vontade divina.
O desenvolvimento contínuo. A árvore também considerado um símbolo da união de contínuos e descontínuos. "Ramos, galhos, as folhas são ligados e a árvore é a unidade. No caminho para a individuação do homem, que é reduzir a multiplas da unidade, a árvore representaria um evolução ordenada, o aspecto dinâmico, a possibilidade de expansão. André Virel observa que "o mito cristão do Gênesis fala de duas árvores no jardim do Éden, a Árvore da Vida no meio do jardim e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
A árvore do Irã são representadas geralmente perto de nascentes. Nestas grandes extensões de terras desérticas, o simbolizadndo a vida em si, toda a criação.
A árvore nasce, cresce e morre, é preciso por símbolo da vida de um ser humano. Em árvores de tradições judaica e cristã, simboliza vida espiritual. Onde estão as referências bíblicas Árvore da Vida, isto é, a vida eterna e da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal ".
A árvore é um símbolo feminino emerge da mãe, sofre transformações e produz frutos. Não só a própria árvore é transformada, mas tem um transformador de potência. A árvore da vida plantada no meio do paraíso, o rio de quatro braços como rodea (Gn 2,9.10) anuncia a salvação messiânica e sabedoria de Deus (Ez 47,12; Pv 3.18). A árvore da vida diz respeito somente aqueles que lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro (Ap 3.7, 22.2). Árvore da Vida de Gênesis prefigura a cruz e morte de (Cristo árvore-cruz).
A árvore e análise moderna. Em assim a um símbolo da vida de fé a todos os níveis, do fundamental para a mística e a árvore é considerada como a mãe, a mãe água. Tem todas as suas ambivalências e sensores de força criativa. Você come nutritivos.
O simbolismo sexual da árvore é dupla. Externamente, o tronco é uma imagem ereto fálico. Árvores são bissexuais caráter simbólico, já que na América o fim é o masculino, mesmo se forem do sexo feminino. A figueira é fálico ... Mas não se pode considerar árvore como puramente fálica por causa de sua forma, também pode significar mulheres, útero ou mãe, e em um número de vezes em uma única imagem (Juni, 212-213).

  • Gato
Na Cabala e no budismo, o gato está associado com serpente indica o pecado, o abuso de bens deste mundo. Às vezes representado neste sentido ao pé de Cristo.
Na tradição celta, o simbolismo de gato é consideravelmente menos favorável do que o cão ou o Lynx. Parece que o animal tem sido encarado com alguma desconfiança .
Entre os índios Pawnee da América Norte (Flehe), o gato selvagem é um símbolo reflexão, habilidade e engenhosidade: observador, malicioso e ponderado, e obtem sempre o seu propósito. Por este fato era um animal mal sagrado, em certos ritos religiosos.




Da mesma forma, quanto aos romanos, as escavações na fundação do templo de Júpiter, foram descobertas na Terra uma dimensões do crânio excepcionais, os adivinhos interpretaram No mundo celta, a cabeça é o assunto de diversas crenças e práticas, mas no geral muito homogêneo. A principal, personalizada é um guerreiro: os gauleses cortam as cabeças de seus inimigos derrotados e os trazem em triunfo para as suas populações, amarrado no pescoço de seus cavalos. Os troféus eram preservadas com cuidado, se necessário óleo de cedro (Diodoro da Sicília, 5,29,5; Estrabão, 4,4,5). O Irlandês não age de forma diferente da os gauleses e os épicos oferecem centenas de exemplos do guerreiro carregando a cabeça do inimigo derrotado em um combate. A cabeça do adversário simboliza a força e o valor guerreiro, que vêm adicionado ao vencedor, e a morte por decapitação.   
  • Porta

A porta simboliza o local de passo entre dois estados, entre dois mundos entre o conhecido e o desconhecido, luz e trevas e o tesouro. A porta se abre para um mistério. Mas ele tem um valor dinâmico, psicológico, uma vez que não só indica a passagem, mas convida completamente. É o convite para viajar para mais. A porta se abre, permitindo a entrada e saída, a possível passagem de um domínio para outro. Geralmente, no sentido simbólico, o profano ao domínio do sagrado.
O Cristo glorioso pelo mistério da redenção é a porta pela qual entra o reino dos céus: "Eu sou a porta se alguém entrar por mim será salvo "(Jo 10,9). “Aqui é a porta de Javé, que os justos entrarão". O símbolo da porta aparece muitas vezes em autores romanos.
A porta também tem um significado escatológico. A porta como um lugar de etapa, e particularmente de chegada, naturalmente se torna o símbolo da imediação do acesso e da possibilidade de acesso a uma realidade superior (ou, inversamente, a efusão dos dons celestes na Terra). Assim, o retorno de Cristo é anunciado e descrito como um viajante
"O Filho do homem é a porta "(Marcos 13:29). Às vezes, o simbolismo é muito mais rico. O Cristo de Apocalipses (3.20) diz: "Eis que estou à porta e bato . Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, da vossa casa entrarei e cearei com ele e ele comigo. "Herdeiro da tradição, Cristianismo primitivo aguarda o retorno de Cristo. Por outro lado, abrir as portas da Nova Jerusalém escatológica (Is 60,11), o templo ideal simboliza o livre acesso do povo santo para a graça de Deus.
Os portões da morte (Is 38,10), o inferno ou estadia dos mortos (Mt 16,18) simbolizam o poder terrível deste abismo do qual você não pode ir, mas o Cristo é o vencedor. Ele tem suas chaves (Ap 3.7). Neste ponto, é melhor compreendida a porta é tida como uma indicação simbólica do próprio Cristo (Jo 10,1-10) é a única porta através da qual as ovelhas podem acesso, ou seja, o reino dos eleitos.
"O leigo, ao entrar no templo, deve inclinar-se, não por sinal de humildade, mas para indicar a dificuldade da passagem do mundo profano para o plano de passagem ... Este gesto pode lembrar também que, morto em vida profana, renascer para uma nova vida
que é acessado de forma semelhante ao a criança que vem ao mundo ".
Símbolos que norteiam a RAINHA DE COPAS

  • Coroa
Inclui a autoridade para governar, administrar e receber escravos.
O simbolismo da coroa se baseia em três fatores principais. A sua localização no topo da cabeça dá-lhe uma significativa: a parte não só os valores da cabeça, no topo da corpo humano, mas também os valores das que está além da nossa cabeça, o dom veio de cima: a identidade da marca transcendem de um evento. Sua forma circular indica perfeição e da participação da natureza celeste, simbolizado pelo círculo, juntando-se a coroa que está abaixo dele e que está acima, mas que marca os limites que em qualquer outra, separando o domínio dos celestes, o ser humano a partir da recompensa divina de um teste, a coroa é uma promessa de vida imortal, a forma dos deuses. Posteriormente, a coroa simboliza uma dignidade, poder, realeza, o acesso à um alcance e uma força maior.
Coroa expressa a mesma idéia de elevação, poder de iluminação. A um e outro são elevados acima da cabeça e são as insígnias de poder e luz. A coroa era antigamente decorada com botões de punho representando a luz. Símbolo da luz interior, que ilumina a alma de alguém que conseguiu batalha espiritual. C.G. Jung vê na coroa irradianda o símbolo por excelência do maior nível de evolução espiritual.  Os mortos são enfeitados com uma coroa. Coroas tendem a ser assimiladas a que conduz à divindade: são identificação do símbolo.
Os profetas dizem mesmo que Israel é a coroa seu Deus, isto é, o sinal de sua poderosa ação em favor dos homens. O conteúdo do símbolo da coroa é honra dos estados, alegria a grandeza, a vitória. De lá, ele vai facilmente à idéia de vitória escatológica transcendente. Assim, em Qumran, o Livro de Regras (4,7 s) promete aos fiéis a glória da vitória final. Uma vez que esta abordagem é para ler e entender Apocalipse 4,4-10: 24 anciãos no céu, representando a Igreja Deus, que usam coroas diante do Trono Deus. Cristo aparece como soberano, coroado pelo próprio Deus (Apocalipse 14:14).
"Por causa de sua origem solar, a coroa simboliza o poder real, poder ainda melhor, divino.
A coroa foi usada mais tarde para designar qualquer superioridade e recompensa da realização ou méritos excepcionais. Não é simplesmente o sinal da manifestação do um sucesso ou uma dignidade.

  • Boca
 Abertura que envolve golpe, palavra e os alimentos, a boca é o símbolo do poder criativo e, mais particularmente, a insuflação da alma. Simboliza um elevado grau de sensibilização, organização de poder através da razão. Mas esse aspecto positivo como qualquer símbolo implica o oposto. Força capaz de construir, promover, organizar e levantar, também é capaz de destruir, matar, destruir e derrubar: a boca destrói rapidamente e constroem os seus castelos de palavras. 
 
  • Vermelho

É segredo é o mistério vital escondido nas profundezas da escuridão e dos oceanos primordiais. É a cor da alma, libido e do coração. É a cor da ciência.
Mar Vermelho manifesta o simbolismo: representa o ventre onde a vida e a morte é transformada em outra.
Para tal é de fato a ambivalência o vermelho escuro de sangue, profundidade de cor é a condição de vida. Quando derramados, significam morte. Assim, proibições sobre as mulheres reais, o sangue é expelido pelos impuros. Essas mulheres são intocáveis, e em muitas sociedades devem ser atendidas antes de uma retirada purificadora para voltar à sociedade dos quais foram temporariamente excluídas.
Esta virtude do vermelho, puxado para Luz, reverte à polaridade do símbolo do sexo feminino e de noite, torna-se homem e solar. Em seguida, aparece uma nova cor, associado com branco e dourado, e esta é o símbolo essencial da força da vida encarna o calor e a beleza, a força motriz e generosa, livre e triunfante de Eros. Também encarna as virtudes do guerreiro.
Tanto o profano como o sagrado se torna sinônimo de juventude, santidade, riqueza e amor. O vermelho, chama pelo desejo: Rússia e China se associar a cor vermelha para todos festas populares e, especialmente, festivais da Primavera, o casamento e nos nascimentos, em que muitas vezes dizem a um menino ou uma menina que é vermelho, dizem que é bonita, como dizia na Irlanda celta.
Libertador, símbolo do amor, vermelho é a cor de Dionísio no Cristianismo o Espírito Santo. Ajuda o sacerdote durante a missa, está vestido de vermelho e branco porque representa o frescor do amor e do desejo de Deus. Para os alquimistas, vermelha é a cor da Pedra Filosofal, cujo nome significa pedra que leva o sinal do dom. O celeste fogo queima e purifica o coração e  também "a pedra filosofal é pura, uma vez que é composto pelos raios do sol concentrada " (ibid., p. 114). Ela é chamada também "absoluta", preciosa não sofre de qualquer impureza cerca-o antes e transforma tudo em pureza.
Tinha-se tornado o próprio símbolo do poder supremo: "o vermelho e branco são duas cores dedicado a Jeová como o Deus do amor e da sabedoria "(PORS. 125, n. 3), o que parece confundir e conquistar a sabedoria, justiça e força.
Quando o vermelho é exteriorizado, torna-se perigoso como o instinto de poder, se não controlado, leva ao egoísmo e ao ódio. Uma paixão cega e o amor infernal" (PORS, 131).
Agressivos e gananciosos, masculino e feminino. Conhecida é a atração universal das crianças pela cor vermelha. "Denota entre as virtudes espirituais amor ardente por Deus e ao próximo; das virtudes do mundo, a coragem e a fúria de vício, crueldade, assassinato e a matança, e no homem, a raiva."
No Extremo Oriente, vermelho invoca o calor, a intensidade da ação e paixão. Em todo o Extremo Oriente é a cor do fogo, e às vezes ao sul da seca (vermelho cor de fogo), portanto, usa-o nos ritos de construção.
É também a cor do sangue, da vida, da beleza e da riqueza. Cor vida também é da imortalidade. Na verdade o acesso aos grandes mistérios, o
saída da condição individual.
No Japão, a cor vermelha é quase que exclusivamente as mulheres. É um símbolo da sinceridade e de felicidade. De acordo com algumas escolas do Xintoísmo, vermelho significa harmonia e expansão. No Japão, os recrutas têm uma faixa vermelha simbolizando a lealdade à pátria.

  • Cabeça



  • Borboleta

O simbolismo da borboleta baseado na sua metamorfose: o Crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser, a borboleta emerge é um símbolo de ressurreição.
Como a saída do túmulo. Simbolismo do presente despacho no mito de Psiquê, representado com asas de borboleta. " Resulta do ciclo de vida para a morte de borboleta: na sua infância é uma pequena lagarta, e uma lagarta na sua maturidade, é borboleta na sua velhice sua sepultura é onde sai do casulo da sua alma, em forma de borboleta, a implementação dessa borboleta é a expressão de sua reencarnação. A psicanálise também visto na borboleta um símbolo do renascimento.